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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Música - Especial Mês de Junho

Música 4: Quando Bate o Coração - Accioly Neto




Quando Bate o Coração

Quando toca o coração
uma mão macia e calma,
esse toque faz vibrar
e ao amor, faz acordar
Bate forte e troveja
aquecendo a alma.


Quando bate o coração
não importa o motivo,
bate forte, bate rápido!
Mas nunca dolorido
quando bate de paixão!


Quando Bate o Coração

Composição : Accioly Neto

Você chegou bem devagarinho
No meu olhar
Parecendo um bicho mansinho
Querendo se aconchegar
O meu anjo da guarda de bombeira
Abriu a porta pra você entrar
E agora já não tem mais jeito
Haja amor e Haje peito pra você morar
Quando bate o coração
Tudo pode acontecer
A razão manda soltar
E a paixão manda prender
O ciúme quer matar
E a saudade quer doer
A cabeça quer pensar
Mas o amor só quer você



Música - Especial Mês de Junho


Música 3: Riacho do Navio – Luiz Gonzaga e Zé Dantas


Qual a relação que poderia existir entre Luiz Gonzaga e Fernando Pessoa?

Aparentemente nenhuma. Aliás, seria mesmo algo inusitado aproximar o velho Lua, o nosso rei do baião, do poeta modernista português Fernando Pessoa, mais precisamente de seu famoso heterônimo Alberto Caeiro.
Pois bem, até pode ser inusitado, mas é possível. Embora sendo artistas figurando em tempo e artes diferentes, com concepções de mundo distintas, ambos tem alguma coisa em comum. Por meio de uma análise, mais precisamente de uma relação intertextual, entre o poema 20 da obra O Guardador de Rebanhos, do mais importante heterônimo de Fernando Pessoa, e a música "Riacho do Navio", de Luiz Gonzaga, podemos estabelecer uma certa proximidade.
Fernando Pessoa foi um poeta que, segundo o crítico e também poeta Otávio Paz, foi "inventor de outros poetas e destruidor de si mesmo". Isto quer dizer que Pessoa, ao criar seus heterônimos, suas máscaras, transitava entre a irrealidade de sua vida cotidiana e a realidade de suas ficções. Sendo assim, Alberto Caeiro não é só mais um dos seus heterônimos; ele é antes de tudo um mestre de todos os outros, inclusive do próprio Pessoa.
Como se sabe, as criações de Pessoa pareciam ter vida própria. E na verdade tinham. Fernando Pessoa informa, em carta a Adolfo Casais Monteiro, que Caeiro nasceu em Lisboa, em 1889; e morreu na mesma cidade em 1915. Viveu quase toda a sua vida na quinta de Ribatejo.
Vejamos essas informações nas palavras do próprio Pessoa: "[Caeiro] nasceu em 1889 e morreu em 1915; nasceu em Lisboa, mas viveu quase toda sua vida no campo. Não teve profissão nem educação alguma [...], de estatura média, e, embora realmente frágil (morreu tuberculoso), não parecia tão frágil como era [...]; louro sem cor, olhos azuis [...], não teve mais educação que quase nenhuma - só instrução primária; morreram-lhe cedo o pai e a mãe, e deixou-se ficar em casa, vivendo de uns pequenos rendimentos. Vivia com uma tia velha, tia-avó".
Suas obras são: O Guardador de Rebanhos (1911-1912), Pastor Amoroso ePoemas Inconjuntos (1913-1915). O professor Massaud Moisés afirma que, ao percorrer os dados biográficos e os poemas, o leitor não tem como esquivar-se à impressão de que, uma vez mais, a demoníaca lucidez de Fernando Pessoa inventa uma vida coerente com a obra que compõe. Para Massaud, Pessoa inventava a biografia como se criasse um outro momento poético, de modo a haver, entre a existência imaginária e os versos fingidos, cristalina simetria.
Já Luiz Gonzaga foi um músico e compositor popular brasileiro. Nasceu em 1912 e faleceu em 1989. Compôs alguns dos maiores clássicos do nosso cancioneiro. Deixou excelente obra musical. Passou para a posteridade como o rei do baião, e como um dos maiores representantes da cultura nordestina, pois mesmo tendo deixado sua terra natal, Exu, no sertão de Pernambuco, para ganhar a vida no sul do país, jamais esqueceu suas raízes. Sua obra fala por si mesma.
A música "Riacho do Navio", composta em parceria com o compositor, poeta e folclorista brasileiro Zé Dantas, em 1955, é um exemplo disso. E é nela, como já dissemos, que vemos a proximidade do rei do baião com a visão de mundo de Alberto Caeiro no poema 20 de O Guardador de Rebanhos. Vejamos os dois textos:


Riacho do Navio

Composição : Luiz Gonzaga / Zé Dantas

Riacho do Navio
Corre pro Pajeú
O rio Pajeú vai despejar
No São Francisco
O rio São Francisco
Vai bater no meio do mar
O rio São Francisco
Vai bater no meio do mar
Ah! se eu fosse um peixe
Ao contrário do rio
Nadava contra as águas
E nesse desafio
Saía lá do mar pro
Riacho do Navio
Saía lá do mar pro
Riacho do Navio
Pra ver o meu brejinho
Fazer umas caçada
Ver as "pegá" de boi
Andar nas vaquejada
Dormir ao som do chocalho
E acordar com a passarada
Sem rádio e nem notícia
Das terra civilizada
Sem rádio e nem notícia
Das Terra civilizada.


XX

O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.

O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que veem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.

O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso, porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.

Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.
O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.


Natureza x civilização

Alberto Caieiro é poeta "natural" ou que se pretende afinado com a Natureza, como se estivesse perante ela sem nenhum pensamento, sem a lógica do homem citadino e civilizado, diz Massaud. O cântico de exaltação ao anônimo rio de sua aldeia em detrimento ao famoso Tejo é notório no poema 20 como um todo, mas torna-se mais evidente nos seguintes versos:

O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.
...o Tejo entra no mar em Portugal
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai.

Nesses versos acima, fica bastante evidente que Caeiro, como se disse, poeta natural, procura afastar-se da noção de civilização representada aqui pelo rio Tejo, que, através das naus conduziu os portugueses a novos mundos, levando o legado de sua civilização. Caeiro prefere exaltar o anônimo rio de sua pequena aldeia, cujo curso poucos sabem onde vai dar. Por isso é mais próximo da natureza e das coisas simples da vida.
Igualmente, na música de Luiz Gonzaga há a exaltação das belezas naturais de um pequeno rio, o riacho do Navio, representante da natureza mais simples e sertaneja em detrimento da sofisticada civilização. A negação desse modo de vida sofisticado é vista nos seguintes versos:

Pra ver o meu brejinho
Fazer umas caçadas
Ver as pegas de boi
Andar nas vaquejadas
Dormir ao som do chocalho
E acordar com a passarada
Sem rádio e sem notícia
Das terras civilizadas
Sem rádio e sem notícia
Das terras civilizadas.

O autor enuncia, um pouco antes, que iria contrariar o curso natural da migração dos peixes, saindo do mar, passando pelos rios São Francisco e Pajeú para chegar, assim, ao riacho do Navio, e ali, na sua região, fazer as caçadas, ver as pegas de boi etc., ou seja, estar no mais completo distanciamento da civilização.
Além das temáticas natureza versus civilização, cultura regional versus cultura cosmopolita, simplicidade versus sofisticação, visivelmente marcadas em ambos os textos, nota-se também, conciliada à literatura, uma bela lição de geografia, dada, respectivamente, pelos compositores e pelo poeta.
Caeiro nos faz saber que o Tejo desce de Espanha e entra no mar depois de passar por Portugal. E ainda que, pelo Tejo vai-se para o mundo e que para além dele há a América. Gonzagão nos diz que o riacho do Navio corre em direção ao rio Pajeú. O rio Pajeú, por sua vez, deságua no rio São Francisco, por ser afluente deste. E, finalmente, o Velho Chico vai bater no meio do mar, isto é, vai desaguar no Oceano Atlântico, a sua foz.


*Jorge Viana de Moraes é professor universitário em cursos de graduação e pós-graduação na área de Letras. Atualmente, mestrando em Língua Portuguesa e Filologia pela Universidade de São Paulo.

Fonte:http://educacao.uol.com.br/portugues/intertextualidade.jhtm

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Música - Especial Mês de Junho

Música 2: Ai que saudade de ocê - Vital Farias / Mensageiro Beija-Flor - Santana, o Cantador



Um dia li algo do tipo: "Saudade é um sentimento bonito. Só sentimos saudade daquilo ou de quem amamos". É um sentimento que só vem à tona com a distância. Ao sentirmos saudade, percebemos o quanto amamos aquela pessoa que outrora esteve por perto. É aquela história de perder pra sentir falta, pra perceber que o outro é importante, que é indispensável.
Nas músicas de hoje - Ai que saudade de ocê e Mensageiro Beija-Flor -, a saudade é tema central. O Eu Narrador de cada uma se sente sozinho, triste, saudoso. Ambas as músicas usam o beija-flor como mensageiro de uma declaração de amor, ora um simples beijo, ora uma linda mensagem "que tem a cor e o cheiro dela". É uma mensagem que se apressa em ser contada, é necessária para matar o desejo dos narradores. Na música de Santana, esse desejo e necessidade de expressar o amor são tão grandes que "nem que seja de passagem" a mensagem deve ser entregue. Outra similaridade entre as músicas é o fato de chorar para expressar a saudade. Parafraseando Bob Marley: "saudade é um sentimento que quando não cabe no coração, escorre pelos olhos". Na música Ai que saudade de ocê o Eu Narrador vive a situação de ausentar-se para trabalhar e vai chorando pela estrada enquanto o outro também chora a dor da partida do seu amor. Da mesma forma, na música Mensageiro Beija-Flor o narrador chora descontroladamente. E mais: compara o seu choro ao de uma criança que tropeça em um brinquedo.
Pra finalizar algumas curtas mensagens que também citam a saudade:

O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo...
Mário Quintana


Durante a nossa vida:
Conhecemos pessoas que vem e que ficam,
Outras que, vem e passam.
Existem aquelas que,
Vem, ficam e depois de algum tempo se vão.
Mas existem aquelas que vem e se vão com uma enorme vontade de ficar...
Charles Chaplin


A distância faz ao amor aquilo que o vento faz ao fogo: apaga o pequeno, inflama o grande.
Roger Bussin-Rabutin


Se me esqueceres, só uma coisa, esquece-me bem devagarinho.
Mário Quintana


A saudade é a nossa alma dizendo para onde ela quer voltar.
Rubem Alves


Quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão; poderá morrer de saudades, mas não estará só.
Amir Klink


Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...
Pablo Neruda


Enfim... Saudade só é bom quando chega a hora de acabar com ela!


Ai Que Saudade de Ocê

Composição : Vital Farias

Não se admire se um dia
Um beija-flor invadir
A porta da tua casa
Te der um beijo e partir
Fui eu que mandei o beijo
Que é pra matar meu desejo
Faz tempo que eu não te vejo
Ai que saudade de ocê

Se um dia ocê se lembrar
Escreva uma carta pra mim
Bote logo no correio
Com frases dizendo assim:
"faz tempo que eu não te vejo
Quero matar meu desejo
Te mando um monte de beijo
Ai que saudade sem fim"

E se quiser recordar
Aquele nosso namoro
Quando eu ia viajar
Você caia no choro
Vou chorando pela estrada
Mas, o que eu posso fazer ?
Trabalhar é minha sina
Eu gosto mesmo é de ocê.


Mensageiro Beija Flor

Compositor: Santana, o Cantador

Queria lhe mandar um beijo
Mas não achava o portador
Pra lhe falar do meu desejo
Pra lhe dizer como eu estou
Me comportei como criança
Que no brinquedo tropeçou
Por isso estou aqui pedindo
Pra voce que está partindo
Passarinho voador
Nem que seja de passagem
Entregar minha mensagem
Faz pra mim esse favor
Leva no bico uma canção
Que tenha a mesma cor e o cheiro dela
Aproveitando pergunta pra ela, meu Deus
Como é que fica o nosso amor?!
Do fundo do meu coração
Não vivo sem a luz dos olhos dela
Explica tudo direitinho a ela, por Deus
Meu mensageiro beija flor









quarta-feira, 1 de junho de 2011

Música - Especial Mês de Junho

Música 1: Respeita Januário - Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira


Quem gosta de pé-de-serra já deve ter escutado e cantado as músicas de Luiz Gonzaga. Não tem como falar de pé-de-serra e não mencionar o Rei do Baião. Na sessão Música – Especial Mês de Junho esse compositor não poderia ser esquecido e será até bastante citado.

E pra começar, quem nunca cantou a música Respeita Januário ou pelo menos seu refrão: “Luiz, respeita Januário!”? Mas já pararam pra pensar como Luiz Gonzaga compôs essa música ou em que situação? Eu também não sabia o significado dessa música. Quando o descobri achei tão interessante que me veio a idéia de abrir essa sessão no blog e, portanto, ela foi a escolhida pra ser a primeira. Eis que abaixo trago a história de composição dessa música, narrada pelo próprio Luiz em uma das versões da canção. Salve Luiz Gonzaga, salve o Rei do Baião!

Esse negócio de matar gente no sertão, já foi trabalho mais maneiro! Menos pra eu! Quis matar um homem, me lasquei: levei uma surra tão danada, uma surra caprichada por meu pai e minha mãe, que eu arribei de casa. Dezoito anos incompletos, 1930. Ingressei nas Forças, revolução como um diabo, tiro como um diabo, nunca dei nenhum! Eu queria era ser artista. Ingressei na RCA, onde estou até hoje, graças a Deus! Aí já era artista, artista do Nordeste, meu sonho. Comecei a sentir saudade de casa. Homi, pelo cartaz que eu tenho, eu acho que já dá pra voltar. Eu quero dar uma surpresa danada a meu pai. A surpresa vai ser tão grande que ele nunca mais vai esquecer na vida dele. Regressei. Cheguei em casa de madrugada. Tô ali, naquela madrugada sertaneja, frente a frente com a minha casa. Chamei. Ô de casa? Ô de casa? Me lembrei do prefixo: Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja Deus louvado! É seu Januário? Sim, senhor. Tô vindo do Rio de Janeiro, Sr. Januario. Trago um recado pro senhor. É do filho do senhor. Mandou até uma coisinha pra lhe entregar. To morrendo de sede. Quando vim de lá traga um copo d’água pra mim. Copo não, traga mesmo um coco. Fiquei olhando pela greta da janela. Aí vinha o velho acender o candeeiro. Escutei o trimbugado do caneco no fundo do pote, no fundo do pote, lá no fundo. Lá vem o velho pelo corredor: caneco numa mão, o candeeiro na outra. Chegou mesmo na janela que eu tava. Arriou o coco d’água no batente da janela, tirou a tramela, abriu a janela em cima de mim. Aí eu senti o cheiro dele, aquele, aquele cheiro antigo, aquele cheiro meu. Ele encadeou-se, levantou o candeeiro acima da cabeça, me interrogou: quem é o senhor? - Luiz Gonzaga, seu filho. - Isso é hora de você chegar em casa seu coisa! Santana! Gonzaga chegou! - Viva Deus! E a meninada: Êeeê! Menino como o diabo, irmão que eu não conhecia, aí ninguém dormiu mais. De manhã cedo, a casa já tava cheia de gente. Aí eu disse: agora eu vou fazer bonito, vou cantar pra esse povo! Desembaiei a sanfona, e mandei brasa. Quando eu pensei que tava agradando, Raimundo Jacó gritou lá do meio do povo: Luiz, respeita Januário, moleque!


E foi assim que surgiu a canção:


Respeita Januário

Composição : Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira

Quando eu voltei lá no sertão
Eu quis mangar de Januário
Com meu fole prateado
Só de baixo, cento e vinte, botão preto bem juntinho
Como nêgo empareado
Mas antes de fazer bonito de passagem por Granito
Foram logo me dizendo:
"De Itaboca à Rancharia, de Salgueiro à Bodocó, Januário é o maior!"
E foi aí que me falou meio zangado o véi Jacó:
Luíz respeita Januário
Luíz respeita Januário
Luíz, tu pode ser famoso, mas teu pai é mais tinhoso
E com ele ninguém vai, Luíz
Respeita os oito baixo do teu pai!
Respeita os oito baixo do teu pai!

(Narrando)

Eita com seiscentos milhões, mas já se viu!
Dispois que esse fi de Januário vortô do sul
Tem sido um arvorosso da peste lá pra banda do Novo Exu
Todo mundo vai ver o diabo do nego
Eu também fui, mas não gostei
O nego tá muito mudificado
Nem parece aquele mulequim que saiu daqui em 1930
Era malero, bochudo, cabeça-de-papagaio, zambeta, feeei pa peste!
Qual o quê!
O nêgo agora tá gordo que parece um major!
É uma casemiralascada!
Um dinheiro danado!
Enricou! Tá rico!
Pelos cálculos que eu fiz,
ele deve possuir pra mais de 10 ontos de réis!
Safonona grande danada 120 baixos!
É muito baixo!
Eu nem sei pra que tanto baixo!
Porque arreparando bem ele só toca em 2.
Januário não!
O fole de Januário tem 8 baixos, mas ele toca em todos 8
Sabe de uma coisa? Luiz tá com muito cartaz!
É um cartaz da peste!
Mas ele precisa respeitar os 8 baixos do pai dele
E é por isso que eu canto assim!

"Luí" respeita Januário
"Luí" respeita Januário
"Luí", tu pode ser famoso, mas teu pai é mais tinhoso
Nem com ele ninguém vai, "Luí"
Respeita os oito baixo do teu pai!
Respeita os oito baixo do teu pai!
Respeita os oito baixo do teu pai!


terça-feira, 31 de maio de 2011

Música - Especial Mês de Junho

Amanhã inicia-se o mês de Junho!

Para comemorar o mês junino, valorizar a minha cultura, a cultura nordestina, e principalmente homenagear o verdadeiro forró, o forró pé-de-serra, é que resolvi abrir essa Sessão no Blog: Música - Especial Mês de Junho.

Será um espaço reservado pra postagem de músicas pé-de-serra, com sua história, seu significado ou como uma forma de homenagear seu compositor. É um espaço pra salvar o Rei do Baião, Luiz Gonzaga e pra ressaltar nomes que mantêm a boa música e a nossa tradição como Jorge de Altinho, Petrúcio Amorim, Alcimar Monteiro, Flávio José, Elba Ramalho, Santanna, Dominguinhos, Zé Ramalho e tantos outros.

São músicas que falam do sertão, do amor, de saudade de um jeito especial...


Espero que gostem! Até lá!

domingo, 29 de maio de 2011

Brincando com a Lua
















Fotógrafo profissional e jornalista científico, Laurent Laveder criou a série Moon Games, composta por diversas imagens que mostram pessoas interagindo com a Lua.

Capturando as cenas por um ângulo específico, o artista faz parecer que o satélite está realmente ao alcance das mãos dos homens e mulheres que, posando para as lentes do artista, brincam de jogá-lo para cima, ou pousá-lo na xícara de café.

Especializado em fotos do céu, Laveder faz parte do coletivo The World At Night, que reúne 30 dos melhores astrofotógrafos do planeta.

Mais trabalhos de Laurent Laveder em:



sábado, 28 de maio de 2011