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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Música - Especial Mês de Junho

Música 10: Eu só quero um xodó - Anastácia e Dominguinhos



Eu Só Quero Um Xodó

Composição : Anastácia & Dominguinhos

Que falta eu sinto de um bem
Que falta me faz um xodó
Mas como eu não tenho ninguém
Eu levo a vida assim tão só
Eu só quero um amor
Que acabe o meu sofrer
Um xodó prá mim do meu jeito assim
Que alegre o meu viver


quinta-feira, 9 de junho de 2011

Música - Especial Mês de Junho

Música 9: Que nem Jiló - Luiz Gonzaga e Humberto Texeira



A música de hoje fala por si só.


Que Nem Jiló

Composição : Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira

Se a gente lembra só por lembrar
O amor que a gente um dia perdeu
Saudade inté que assim é bom
Pro cabra se convencer
Que é feliz sem saber
Pois não sofreu

Porém se a gente vive a sonhar
Com alguém que se deseja rever
Saudade, entonce, aí é ruim
Eu tiro isso por mim,
Que vivo doido a sofrer

Ai quem me dera voltar
Pros braços do meu xodó
Saudade assim faz roer
E amarga qui nem jiló
Mas ninguém pode dizer
Que me viu triste a chorar
Saudade, o meu remédio é cantar


quarta-feira, 8 de junho de 2011

Música - Especial Mês de Junho

Música 8: Meu Cenário - Petrúcio Amorim


Meu Cenário

Composição : Petrúcio Amorim

Nos braços de uma morena
Quase morro um belo dia
Ainda me lembro
O meu cenário de amor
Um lampeão aceso
Um guarda-roupa escancarado
Um vestidinho amassado
Debaixo de um baton
Um copo de cerveja
E uma viola na parede
E uma rede
Convidando a balançar
Num cantinho da cama
Um rádio a meio volume
Um cheiro de amor
E de perfume pelo ar

Numa esteira
O meu sapato
Pisando o sapato dela
Em cima da cadeira
Aquela minha bela cela
Ao lado do meu velho
Alforge de caçador
Que tentação
Minha morena me beijando
Feito abelha
E a lua malandrinha
Pela brechinha da telha
Fotografando o meu cenário
De amor


terça-feira, 7 de junho de 2011

Música - Especial Mês de Junho

Música 7: Confidência - Petrúcio Amorim e Jorge de Altinho


Confidência

Composição : Petrúcio Amorim/Jorge de Altinho

Tenho
Um segredo menina
Cá dentro do peito
Que a noite passada
Quase que sem jeito
Vendo à madrugada
Eu ia revelar

Quando
um amor diferente
Tava nos meus braços
Olhei pro espaço
E vi lá no céu
Uma estrela cadente
Se mudar

Eu lembrei
Das palavras doces
Que um dia falei
Pra alguém
Que tanto, tanto
Me amou
Me beijou
Como ninguém

Que flutuou
Nos meus braços
Entrou
Nos meus planos
E nossos segredos
Confidenciamos
Sem hesitar...



Música - Especial Mês de Junho

Música 6: A Natureza das Coisas - Accioly Neto


Texto por Lúcia Veríssimo.

A primeira vez que ouvi essa música ela me impactou por dizer simplesmente NÃO SE AVEXE NÃO, QUE AMANHÃ PODE ACONTECER TUDO, INCLUSIVE NADA.

Isso me deu uma sensação de conforto extraordinária.

Uma vez, alguém a quem amei muito e que se foi desse mundo, me disse que o maior problema que temos é a expectativa que criamos sobre as coisas. Que se conseguíssemos controlar nossa ansiedade e deixar que as coisas chegassem com calma e sem que você esperasse muito delas, a surpresa, na maior parte das vezes, seria muito positiva.

Acho que enxerguei esse pensamento quando ouvi essa frase: AMANHÃ PODE ACONTECER TUDO, INCLUSIVE NADA.


A Natureza Das Coisas

Ô chá, lá, lá, lá, lá

Se avexe não...
Amanhã pode acontecer tudo
Inclusive nada.

Se avexe não...
A lagarta rasteja
Até o dia em que cria asas.

Se avexe não...
Que a burrinha da felicidade
Nunca se atrasa.

Se avexe não...
Amanhã ela pára
Na porta da tua casa

Se avexe não...
Toda caminhada começa
No primeiro passo
A natureza não tem pressa
Segue seu compasso
Inexoravelmente chega lá...

Se avexe não...
Observe quem vai
Subindo a ladeira
Seja princesa, seja lavadeira...
Pra ir mais alto
Vai ter que suar.

Ô coisa boa é namorar,
Ô coisa boa é namorar.


domingo, 5 de junho de 2011

Música - Especial Mês de Junho

Música 5: ABC do Sertão - Zé Dantas e Luiz Gonzaga


O falar do Nordeste

Português falado na região sofreu influência dos primeiros movimentos colonizadores vindos da Metrópole



Foi no Nordeste do país que primeiramente a língua portuguesa se fixou em nosso território. O início da colonização portuguesa se deu justamente entre os estados de Pernambuco e Bahia, enquanto outras partes do país só viriam a receber a influência lusitana bem mais adiante.

"Quando nós fomos colonizados pelos portugueses, as duas primeiras vertentes da língua, pode-se dizer, foram Pernambuco e Bahia, porque ficavam mais perto do Velho Continente. Havia um porto em Recife, outro em Salvador. Mas eram divididos por uma barreira natural, que era o Rio São Francisco. Salvador se tornou a capital do Brasil. O Rio de Janeiro teve o problema da invasão francesa logo no começo e São Paulo foi colonizado pelos jesuítas, que não levaram a língua portuguesa - eles antes levaram o latim e procuraram aprender o tupi-guarani", explica Nelly Carvalho, professora do Departamente de Letras da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco).

Para a professora, a modalidade de português falada nessa região foi se arcaizando durante a evolução do país. "Em Portugal o português avançou. O que veio para o Brasil foi o português dos colonos, dos degredados, das prostitutas, que eram chamadas raparigas, jesuítas que foram para o Sul e que na maioria eram espanhóis", lembra.

Sobre as diferenças características entre a forma de falar dos baianos e dos pernambucanos, por exemplo, Nelly Carvalho destaca a existência de uma barreira natural entre os estados, que era o Rio São Francisco, impedindo que, antes da construção de pontes por sobre o rio, houvesse uma troca cultural mais intensa.

"Pernambuco mandava do lado esquerdo do São Francisco e a Bahia, do direito. Pernambuco, então, levou a língua para todo o Nordeste até o rio Parnaíba, que era outra barreira natural. Com o tempo tivemos outras mudanças (que influenciaram o falar local): vieram os holandeses; nós éramos um porto até meados do século XX bastante movimento; e o São Francisco continuou uma barreira natural até construírem pontes", diz.

"Quer dizer, a gente (de Pernambuco) teve uma história diferencia da Bahia e do resto do Brasil. Durante os dois primeiros séculos de colonização, a Bahia e Pernambuco foram os dois maiores centros. Tanto que o movimento literário Barroco foi na Bahia e Pernambuco. Depois de certo tempo é que surgiu no século XVIII, quando começou a exploração das minas de ouro, e deslocou-se o centro do interesse para Minas Gerais, quando surgiu o Arcadismo. Depois disso, se (o interesse) desloca para o Rio de Janeiro, porque em 1808 a família real vem para o Brasil trazendo 15 mil cortesãos que se instalaram ali. O Rio de Janeiro passou a ser o modelo da língua para todo o Brasil - e ainda hoje ostenta esse título que foi reconhecido em dois congressos de língua falada. E São Paulo vem depois, com 1922 (a Semana de Arte Moderna). Nós deixamos de ser o foco da língua portuguesa", afirma a acadêmica.

Para comparar os diferentes modos de falar do brasileiro nas mais diversas localidades, Nelly Carvalho cita como referência a palavra recife: "Por exemplo, eu (pernambucana) digo "ricife", e o baiano abre bem e diz "récife". Então, temos aqui "ricife"; na Bahia, "récife"; no Rio de Janeiro, "recife"; e se você for para o Rio Grande do Sul ou Paraná é "recifê".

Aqueles que desejam conhecer um pouco mais os termos característico usados pelo povo nordestino, Nelly Carvalho recomenda o Dicionário do Nordeste (Editora Estação Liberdade), de Fred Navarro.


ABC do Sertão


Composição : Zé Dantas / Luiz Gonzaga


Lá no meu sertão pros caboclo lê

Têm que aprender um outro ABC

O jota é ji, o éle é lê

O ésse é si, mas o érre

Tem nome de rê

O jota é ji, o éle é lê

O ésse é si, mas o érre

Tem nome de rê

Até o ypsilon lá é pissilone

O eme é mê, O ene é nê

O efe é fê, o gê chama-se guê

Na escola é engraçado ouvir-se tanto "ê"

A, bê, cê, dê,

Fê, guê, lê, mê,

Nê, pê, quê, rê,

Tê, vê e zê

Lá no meu sertão pros caboclo lê

Têm que aprender outro ABC

O jota é ji, o éle é lê

O ésse é si, mas o érre

Tem nome de rê

O jota é ji, o éle é lê

O ésse é si, mas o érre

Tem nome de rê

Até o ypsilon lá é pissilone

O eme é mê, O ene é nê

O efe é fê, o gê chama-se guê

Na escola é engraçado ouvir-se tanto "ê"

A, bê, cê, dê,

Fê, guê, lê, mê,

Nê, pê, quê, rê,

Tê, vê e zê

A, bê, cê, dê,

Fê, guê, lê, mê,

Nê, pê, quê, rê,

Tê, vê e zê

Atenção que eu vou ensinar o ABC

A, bê, cê, dê, e

Fê, guê, agâ, i, ji,

ka, lê, mê, nê, o,

pê, quê, rê, ci

Tê, u, vê, xis, pissilone e zê





sexta-feira, 3 de junho de 2011

Música - Especial Mês de Junho

Música 4: Quando Bate o Coração - Accioly Neto




Quando Bate o Coração

Quando toca o coração
uma mão macia e calma,
esse toque faz vibrar
e ao amor, faz acordar
Bate forte e troveja
aquecendo a alma.


Quando bate o coração
não importa o motivo,
bate forte, bate rápido!
Mas nunca dolorido
quando bate de paixão!


Quando Bate o Coração

Composição : Accioly Neto

Você chegou bem devagarinho
No meu olhar
Parecendo um bicho mansinho
Querendo se aconchegar
O meu anjo da guarda de bombeira
Abriu a porta pra você entrar
E agora já não tem mais jeito
Haja amor e Haje peito pra você morar
Quando bate o coração
Tudo pode acontecer
A razão manda soltar
E a paixão manda prender
O ciúme quer matar
E a saudade quer doer
A cabeça quer pensar
Mas o amor só quer você